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Tecnologia Disruptiva

Disrupção é uma quebra de continuidade, um corte abrupto, a ruptura de um processo.

Esta palavra ganhou ares de sonho de consumo quando aliou-se a outra bem mais conhecida: tecnologia. Surgiu então, no final dos anos 90, o termo ‘tecnologia disruptiva’ que se tornou o Santo Graal das start ups que desejam chegar a serem unicórnios (e aqui é capaz que os mais velhos não entendam como Santo Graal e unicórnio podem estar numa mesma frase; e os mais jovens não tenham ideia do que é Santo Graal…).

O fato é que o mundo todo busca, desde o começo deste século, descobrir formas de criar um negócio que seja disruptivo, ou seja, que explore novas tecnologias de forma a criar soluções totalmente diferentes para os mesmos problemas, ou melhor ainda, criar novos problemas (necessidades) que demandem novas soluções que antes nem existiam!

Assim, um negócio para ser disruptivo precisa não ‘apenas’ melhorar soluções existentes (o que já é muito bom) e muito menos ‘somente’ fazer projeções futuristas (que podem render artigos em sites ou relatórios de consultoria). Ele precisa mostrar novas soluções acessíveis e práticas, que transformem para sempre o seu ambiente, ou ecossistema, como se convencionou chamar.

O ano de 2020 pôs em destaque, no entanto, o primeiro significado da palavra disrupção

Aconteceu o corte abrupto, a solução de continuidade, a ruptura dos processos, com perdas incalculáveis para muitos negócios.

A minha pergunta para você é: Como pretende aproveitar esta oportunidade?

Como falei no 1º TELA Entrevista e em  muitas palestras ano passado: “Toda crise é muito ruim para quem é grande. Mas para quem é pequeno, representa muito mais uma oportunidade!”

Restaurantes pararam de vender em seus salões caros em endereços nobres. Novas cozinhas industriais começaram a oferecer seus serviços em galpões e porões para o delivery destes mesmos restaurantes, que se transformaram em especialistas nos pratos e na marca, não na produção e entrega.

Home Office aumentou a produtividade do trabalhador (um dos maiores problemas do Brasil na competição internacional) e reduziu os custos das empresas. Enquanto isto, novos mercados imobiliários e mobiliários surgiram para atender a esta nova realidade de trabalho.

Você comprou uma cadeira de escritório para sua casa no último Black Friday? As vendas aumentaram em 40% e Madeira Madeira, uma varejista online de bens para o lar, tornou-se a mais nova unicórnio do ecossistema brasileiro…

Que quero dizer com isto? Que este novo ano pode representar o maior reposicionamento de sua carreira e vocação!

E que se você quiser ajuda na descoberta de como e quando, precisa lembrar de duas coisas:

1. As oportunidades de 2021 logo vão começar a aparecer no seu radar… abra os olhos!

2. Todo radar tem uma TELA!

Feliz Ano!

Sobre o autor: Paulo Oliveira

Pastor Presidente da Igreja Cristã da Família e atualmente Presidente do Instituto Renovo, Paulo Oliveira é engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Foi Presidente da BRAIN – Brasil Investimentos & Negócios desde sua fundação até 2013; Vice Presidente da BM&FBOVESPA até 2010. Além disto, foi Sócio Diretor da ProFinancial/ProBusiness e Diretor de Tesouraria do Bank of New York/Credibanco. Também presidiu por sete anos a Câmara de Ativos Financeiros da BM&F. Foi Vice-Presidente do Comitê de Mercados da Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI) e membro fundador da Câmara para Assuntos de Administração de Risco e membro do Comitê de Análise de Risco da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).